A fimose é algo que preocupa os homens por mexer com um órgão tão precioso para eles que é seu órgão sexual. Também porque é algo que incomoda bastante e traz transtorno não somente para homens, mas para meninos.

fimose_infantil

Não sabe que se trata a fimose?

Esta é uma incapacidade do homem de expor a glande, devido a um tracionamento (a popular trave) do prepúcio (pele que reveste a glande) que é uma condição congênita que pode desaparecer com a idade (ou não).

Normalmente os meninos nascem com o prepúcio maior, uma forma de proteger a glande e o sistema urinário da criança que tem poucas defesas. Aos poucos este prepúcio vai se soltando, mas exige observação dos pais depois dos 2 anos de idade, quando a maioria dos meninos já saiu das fraldas e se persistir os pais devem procurar um especialista.

A Fimose infantil é um estreitamento da pele do prepúcio ela dificulta a exposição da cabeça do pênis ereto ou não.

A fimose infantil acontece em vários graus, desde o estreitamento leve ao maior nível de dificuldade de exposição da glande além de causar desconforto e dor, quanto antes for detectada a fimose infantil é melhor para fazer o tratamento.

No primeiro grau da fimose que é o mais leve não é possível fazer um diagnóstico. Freqüentemente crianças apresentam processos inflamatórios a de infecção que se caracterizam por inchaço e vermelhidão no prepúcio, ardência ao urinar e dor.

Depois de diagnosticada a fimose infantil a primeira coisa que se deve ter um maior cuidado é com a higiene, pois a tendência da criança é não querer mais que ninguém encoste no local devido a dor que a fimose causa, porém a higiene deve ser dobrada para que o local não fique propício para outras infecções dificultando o tratamento da fimose.

O tratamento da fimose infantil deve ser feito com cirurgia de fimose infantil, porém antes de passar cremes e tentar qualquer tratamento é indicado que os pais procurem uma orientação médica.

Problema que ocorre na região da virilha, a hérnia inguinal é desconhecida pela maior parte das pessoas, embora atinja 15% da população. Esse tipo de hérnia, mais comum em homens na idade adulta, ocorre pela insinuação dos órgãos abdominais, como o intestino, por um orifício até o saco escrotal, no caso dos homens, ou pelo canal pelo qual passa um ligamento responsável pela sustentação da vagina, no caso das mulheres.

1. O que é hérnia inguinal?

É qualquer protrusão ou deslocamento do conteúdo abdominal por um orifício natural ou acidental. O termo “inguinal” indica que esse conteúdo passa pela parede abdominal na região da virilha. Ela pode ser bilateral, quando ocorre dos dois lados, ou unilateral, quando ocorre só de um lado. Ela também pode ser direta ou indireta. A direta ocorre quando há um afrouxamento da musculatura e, assim, o extravasamento do conteúdo abdominal se dá por um simples oportunismo. Já a indireta acontece quando o conteúdo abdominal passa para a bolsa escrotal por um ponto frágil, chamado anel herniário.

2. Quais os fatores de risco?

A hérnia inguinal também costuma acometer mais homens do que mulheres. Embora possa ocorrer em qualquer idade, ela é mais frequente na fase adulta. Neste caso, a causa mais comum é o enfraquecimento da musculatura abdominal, que ocorre naturalmente conforme envelhecemos.

No caso das mulheres, a hérnia se forma em um canal pelo qual passa um ligamento responsável pela sustentação da vagina. Já em crianças do sexo masculino, o problema está relacionado a uma persistência da musculatura no momento em que os testículos descem para a bolsa escrotal. Tal acontecimento deixa um canal aberto na região da virilha que permite a insinuação do conteúdo abdominal.

3. Como se prevenir?

Intestino - Foto Getty Images
Intestino

A única maneira de prevenir a hérnia inguinal é evitando forçar a musculatura abdominal, portanto, não faça exercícios físicos muito pesados e consuma fibras para facilitar a evacuação. Mesmo assim, isso não impede a ocorrência do problema, afinal, uma simples tosse já estimula os músculos abdominais.

4. Quais os sintomas?

Dor na região abdominal e um abalamento (como se fosse um caroço) na região da virilha são os principais sinais da hérnia inguinal.

5. Quais as opções de tratamento?

Como é um problema mecânico, a única solução é um procedimento cirúrgico que pode ser feito por corte ou por laparoscopia.

6. Quais as possíveis complicações do problema?

A principal complicação da hérnia inguinal é o encarceramento e estrangulamento do conteúdo abdominal que entrou pelo orifício da parede abdominal.

7. Como é a cirurgia?

Se não houver qualquer complicação, como necroses ou obstruções, a cirurgia é bastante simples, com taxa de reincidência de aproximadamente 4%. Durante o procedimento, é colocada uma espécie de tela na parede abdominal do paciente para fechar o orifício.

8. Após quanto tempo posso voltar às atividades normais?

O paciente costuma ser liberado no mesmo dia ou no dia seguinte após a cirurgia. Recomenda-se evitar esforços físicos pesados nos primeiros três meses de recuperação, a cicatrização total ocorre apenas seis meses após o procedimento. O paciente também pode ter relações sexuais 15 dias após a cirurgia, mas com cautela. Entretanto, esse período depende do caso e do estado geral de saúde do paciente, por isso, atenha-se às especificações do seu médico.

Hérnia umbilical é uma protuberância anormal que pode ser vista ou sentida na região do umbigo. Esse tipo de hérnia se desenvolve quando uma porção do revestimento do abdômen, de parte do intestino e/ou fluido do abdômen se acumula através do músculo da parede abdominal.

Comum em bebês, a hérnia surge exatamente no local da cicatriz umbilical, geralmente, quando uma alça intestinal atravessa o tecido muscular. Baixo peso ao nascer e prematuros também são mais propensos a ter uma hérnia umbilical. As hérnias umbilicais são comuns, ocorrendo em 10 a 20% de todas as crianças.

Causas

O anel umbilical é formado por músculos e outros tecidos no local em que o cordão umbilical se liga ao corpo do feto. Este anel geralmente se fecha antes de o bebê nascer. Se os músculos não se unem completamente na linha média do abdômen, essa fraqueza na parede abdominal pode provocar uma hérnia umbilical ao nascimento ou mais tarde na vida.

Não se sabe ao certo porque a hérnia umbilical se forma sem crianças. Em adultos, muita pressão abdominal pode causar uma hérnia umbilical. As possíveis causas em adultos incluem:

  • Obesidade
  • Gestações múltiplas
  • Líquido na cavidade abdominal (ascite)
  • Cirurgia abdominal anterior.

Fatores de risco

As hérnias umbilicais são mais comuns em crianças – bebês prematuros e especialmente aqueles com baixo peso ao nascer. Crianças negras parecem ter um risco ligeiramente aumentado de hérnias umbilicais. A condição afeta o sexo feminino e masculino da mesma forma.

Para os adultos, o excesso de peso ou gestações múltiplas podem aumentar o risco de hérnia umbilical. Este tipo de hérnia tende a ser mais comum em mulheres na faixa dos 50 ou 60 anos.

Sintomas de Hérnia umbilical

As hérnias umbilicais geralmente podem ser vistas quando o bebê está chorando, rindo ou esforçando-se para usar o banheiro. O sintoma revelador é um inchaço ou protuberância perto da cicatriz umbilical.

Uma hérnia umbilical geralmente pode ser vista depois que o coto umbilical cai, dentro de algumas semanas após o nascimento. Mas, algumas crianças não apresentam hérnia até que estejam um pouco mais velhas.

As hérnias umbilicais podem variar em tamanho. Elas raramente são maiores do que 2,5 cm de diâmetro. A maioria das crianças não sente a dor da hérnia.

Os adultos podem obter hérnias umbilicais também. O sintoma principal será o mesmo inchaço ou protuberância perto da área do umbigo.

Buscando ajuda médica

Sinais de a hérnia umbilical é um caso mais grave que requer tratamento médico incluem:

  • O bebê está com dor óbvia
  • O bebê está vomitando
  • A barriga fica inchada ou descolorida (tanto em crianças quanto em adultos).

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar hérnia umbilical são:

  • Clínico geral
  • Pediatra
  • Gastroenterologista.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quando os sintomas começaram?
  • Eles são contínuos ou ocasionais?
  • Quão graves são os seus sintomas?
  • Alguma coisa parece piorar os sintomas?
  • Alguma coisa parece melhorar os sintomas?.

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para hérnia umbilical, algumas perguntas básicas incluem:

  • Será que meu filho tem uma hérnia umbilical?
  • Quão grande é o defeito?
  • Quais exames são necessários?
  • Que tipo de tratamento que você recomendaria?
  • A cirurgia é uma opção neste caso?
  • Será necessário fazer exames de acompanhamento?
  • Existe algum risco de complicações a partir desta hérnia?
  • Quais os sintomas de emergência? Quais cuidados tomar em casa?
  • Será necessário seguir alguma restrição de atividades?.

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Hérnia umbilical

O diagnóstico de hérnia umbilical geralmente é feito apenas observando a aparência do umbigo da criança ou adulto. Para verificar a forma e tamanho da hérnia, o médico ou médica pode apertá-la e puxá-la.

Tratamento de Hérnia umbilical

A maioria das hérnias umbilicais em bebês se fecha por conta própria dentro de aproximadamente 18 meses. O médico ou médica pode até mesmo ser capaz de empurrar a protuberância de volta para o abdômen durante um exame físico.

Para as crianças, a cirurgia é normalmente reservada para hérnias umbilicais que:

  • São dolorosas
  • São maiores do que 1,5 centímetros de diâmetro
  • Não diminuem de tamanho após seis a 12 meses
  • Não desaparecem até os três anos de idade
  • Se prendem aos intestinos ou causam bloqueio.

Para os adultos, a cirurgia é normalmente recomendada para evitar possíveis complicações – especialmente se a hérnia umbilical fica maior ou se torna dolorosa.

Durante a cirurgia, uma pequena incisão é feita na base do umbigo. O tecido da hérnia é retornado para a cavidade abdominal e a abertura é costurada. Em termos gerais, o tratamento cirúrgico em adultos deve incluir o implante de uma prótese (tela) para reforço da área fragilizada.

Em geral, somente o procedimento cirúrgico é eficaz para tratar a hérnia. Qualquer outro recurso poderá, no máximo, atenuar os sintomas. Sem o tratamento adequado, a doença tende a progredir e corre o risco de exigir cirurgia de urgência.

Complicações possíveis

As complicações da hérnia umbilical são muito raras em crianças. A complicação mais comum ocorre quando o tecido abdominal fica preso (encarcerado) e não pode mais em empurrado para dentro da cavidade abdominal. Essa condição reduz o fornecimento de sangue para a porção do intestino afetada, podendo ocorrer morte do tecido (gangrena). A infecção pode se espalhar por toda a cavidade abdominal, causando uma situação de risco de vida.

Os adultos com hérnia umbilical são um pouco mais propensos a experimentar o encarceramento ou obstrução dos intestinos. A cirurgia de emergência é normalmente necessária para o tratamento destas complicações.

Expectativas

Uma vez que a hérnia está fechada, é pouco provável que reapareça. No entanto, o risco de recorrência é aumentado em pacientes que têm infecções no local após a cirurgia.

Prevenção

Não é possível prevenir o aparecimento de hérnia umbilical.

O que significam criptorquidia e testículo ectópico?

Durante a gestação, os testículos do feto masculino se formam dentro do abdômen. Logo antes do nascimento, os testículos do menino descem por um canal, chamado canal inguinal, do abdômen para o escroto.

Quando um testículo não faz esse movimento, o termo médico para essa condição é criptorquidismo. Isso significa, grosso modo, testículo escondido.

Outra forma médica de fazermos referência a essa condição é dizendo que esse menino tem testículos ectópicos, ou seja, fora do lugar correto. Um entre cada 125 meninos tem alguma forma de criptorquidismo. Em 10 a 15% dos casos, ambos os testículos são ectópicos. Muitas vezes um testículo ectópico descerá espontaneamente durante o primeiro ano de vida. Após o primeiro ano, contudo, é muito pouco provável que isso venha a ocorrer.

Como se faz o diagnóstico?

Vários exames clínicos podem ser necessários para termos certeza de que o menino tem criptorquidismo e não um testículo retrátil. O testículo retrátil ocupa o escroto, mas ocasionalmente (e temporariamente) retorna ao canal inguinal. Essa condição não requer nenhum tratamento pois normalmente corrige, de modo espontâneo, antes de adolescência.

Quem tem risco de ter criptorquidismo?

Meninos prematuros e aqueles de baixo peso ao nascer (menos de 2500 g) têm um risco aumentado de nascerem com testículos ectópicos. Esse risco é tanto maior quanto menor for a criança.

Como é corrigido?

Na imensa maioria das vezes não é necessário nenhum tipo de tratamento, pois os testículos irão migrar espontaneamente para o escroto. Em algumas situações a criança precisará de injeções de hormônio ou cirurgia. A cirurgia, chamada de orquidopexia, leva o testículo até o escroto e faz a sua fixação lá. Como o tipo de tratamento e a época em que deve ser indicado são decisões que devem ser individualizadas a cada caso, é indispensável o acompanhamento do seu pediatra que, achando necessário, poderá sugerir o acompanhamento simultâneo com um cirurgião pediátrico.

Por que tem que ser corrigido?

O tratamento é necessário por várias razões:

  • a temperatura mais alta do corpo pode inibir a produção normal de esperma no testículo ectópico.
  • o testículo ectópico é mais suscetível à formação de tumores.
  • o testículo ectópico é mais vulnerável a lesões.
  • um escroto assimétrico ou vazio pode causar preocupação e embaraço.

O testículo ectópico freqüentemente está associado a hérnias, assim, os pais de meninos nascidos com essa condição devem estar alertas para o surgimento de alguma inchação ou “caroço” na área de virilha do bebê. Uma hérnia que se forme na mesma área onde o testículo descerá poderia danificar o testículo ou então obstruir o intestino. Essa condição vai requerer avaliação médica imediata.Os pais deveriam se preocupar?

Meninos nascidos com um testículo ectópico têm um risco maior de infertilidade do que os nascidos sem essa condição e, embora tumores de testículo sejam muito raros, meninos nascidos com um testículo ectópico têm uma chance maior de desenvolverem câncer testicular. Quando a criança ficar maior e mais independente, é importante que ela saiba da cirurgia e que deve examinar os testículos periodicamente. O pediatra ou cirurgião pode lhe ensinar como fazer isso. Se o menino notar qualquer irregularidade ou inchaço, ele precisa ser examinado.

As hérnias designam a saída de um órgão da cavidade natural onde está localizado através de uma abertura. Essa abertura pode ter surgido em consequência de um problema congênito ou então durante a vida do paciente. São exemplos de hérnias as da parede abdominal (Hérnia inguinal e hérnia umbilical, por exemplo), do disco vertebral, do pulmão, das meninges, entre outras.

Como exemplo de hérnias relacionadas com a parede abdominal, podemos citar a chamada hérnia epigástrica. Ela possui prevalência de 10% e acomete principalmente homens com idade entre 20 e 50 anos.

Esse tipo de hérnia ocorre na linha média do abdômen (Linha Alba), entre o umbigo e o tórax. O surgimento desse tipo de hérnia está relacionado diretamente com problemas durante a formação dessa linha, portanto, trata-se de um problema congênito.

A causa exata para que ocorra a hernia epigástrica é ainda muito controversa. Entretanto, entre as teorias mais aceitas, está a de que a fixação do diafragma provoca uma tensão maior na região epigástrica, desencadeando a formação desse tipo de hérnia. Trabalho pesado, tosse, esforço e alguns esportes podem ter relação com o seu aparecimento.

Durante o surgimento da hérnia ocorre o afastamento dos músculos retos abdominais e a saída, principalmente, de tecido adiposo. No entanto, a protuberância formada pode conter também intestino, deixando o caso mais grave.

No exame físico é possível observar a presença de uma protuberância na região do abdômen, o que já sugere esse tipo de hérnia. Vale destacar, no entanto, que a hérnia é visível somente em alguns pontos.

A hérnia epigástrica pode provocar dor quando se pressiona o abdômen do paciente, entretanto, na maioria dos casos, ela é assintomática. A falta de sintomas faz com que o assunto seja pouco abordado na literatura, por isso são escassos textos sobre o assunto.

Esse tipo de hérnia não se cura espontaneamente, sendo assim, o tratamento recomendado é cirurgia. A cirurgia consiste na reparação da região abdominal que está enfraquecida e o retorno do material que extravasou para o interior da cavidade abdominal.

Por geralmente não causar sérios riscos à saúde, não é considerada uma emergência. Em alguns pacientes, é recomendado o tratamento conservador, ou seja, sem a necessidade de cirurgia, porém, por aumentar de tamanho, muitos pacientes preferem a cirurgia. O procedimento cirúrgico também é evitado em pessoas muito jovens.

É uma condição em que a pessoa tem mais do que cinco dedos nas mãos e/ou nos pés. A polidactilia varia bastante na apresentação, pode ter a presença de um ou mais dedos extras totalmente desenvolvidos, como pode apresentar apenas uma simples protrusão de pele. O caso mais extraordinário já documentado sobre o problema é de uma criança com 16 dedos nos pés e 15 dedos nas mãos.

Ter dedos extras pode ser um acontecimento isolado, sem nenhum outro sintoma ou doença presente. Americanos de origem africana, mais do que outros grupos étnicos, podem herdar o sexto dedo. Embora também possa haver uma causa genética, a maioria dos casos de polidactilia não acontece por herança familiar.

Causas

O problema ocorre quando o corpo segue um caminho diferente do usual enquanto está formando as mãos ou os pés durante o desenvolvimento fetal. Pesquisadores ainda estão pesquisando todos os possíveis genes envolvidos na formação de dedos extras. A característica pode ter um traço familiar ou ser um caso isolado, uma condição benigna, como ter um polegar rombudo. A polidactilia é considerada uma anomalia não-sindrômica. No entanto, a característica pode acontecer como parte de uma síndrome – um grupo de características clínicas reconhecíveis que muitas vezes ocorrem em conjunto. Algumas síndromes que podem apresentar-se com polidactilia incluem a Síndrome Greig Cephalopolysyndactyly (GCPS) ou Síndrome de Bardet-Biedl (BBS).

Fatores de risco

A polidactilia pode acontecer devido a uma mutação genética causada por um alelo autossômico dominante. As chances de herança familiar são de 50%, quando um dos pais tem o problema, ou de 100% caso ambos os pais tenham. A polidactilia envolve apenas um gene que pode causar diversas variações.

Diagnóstico de Polidactilia

O diagnóstico da polidactilia pode ser feito durante a gravidez, por meio de uma ultrassonografia do feto. Depois do nascimento, o diagnóstico é feito por inspeção visual e uma radiografia ajuda a fazer a avaliação das estruturas internas do problema.

Tratamento de Polidactilia

A polidactilia não compromete a saúde do portador do problema, mas por se tratar de uma anomalia que chama muito a atenção, é aconselhável fazer a extração cirúrgica dos dedos extras o quanto antes possível.

A cirurgia de remoção dos dedos extranumerários é simples e normalmente não tem complicações pós-cirúrgicas. Se forem dedos rudimentares que não apresentam ossos, podem ser extraídos logo após o nascimento do bebê. A cirurgia mais delicada destina-se aos dedos maiores, completamente formados, e deve ser realizada por um especialista em cirurgia da mão, geralmente a partir dos três anos de idade.

Trata-se de uma doença congênita, causada por um defeito no fechamento do ducto tireoglosso durante o período embrionário.

É o defeito embrionário mais comum do pescoço.

Qual é a causa do cisto tireoglosso ?

O ducto tireoglosso é uma estrutura embrionária transitória que deve desaparecer após a migração da tireóide. A sua persistência determina o aparecimento do cisto do ducto tireoglosso, que pode localizar em qualquer ponto entre o forame cego ( localiza-se na base da língua ) e a tireóide.

Quais são as características do cisto tireoglosso ?

  • Cisto congênito mais comum do pescoço ( corresponde a 70 % das anomalias congênitas do pescoço ).
  • Geralmente, aparece clinicamente próximos dos 5 anos de idade.
  • Raríssimo no recém-nascido.
  • Sem predisposição sexual.

Quais são as manifestações clínicas do cisto tireoglosso ?

  • Cisto de linha média do pescoço, logo abaixo do osso hióide ( 75% casos ).
  • Tem consistência cística, firme, indolor e é móvel à deglutição e à extrusão da língua.
  • Pode ainda se apresentar na forma de fístula e/ou abscesso cervical, com drenagem de secreção purulenta misturada com secreção viscosa ( 25% casos ).

Como é feito o diagnóstico de cisto tireoglosso ?

O diagnóstico é essencialmente clínico pela presença de tumoração cística palpável na linha média do pescoço em crianças e adultos jovens.

O diagnóstico pode ser complementado pela ultra-sonografia ( útil na diferenciação entre cisto e uma massa sólida ) e pela cintilografia de tireoide ( verificar a presença de tireoide ectópica associada ao cisto ) .

Qual é o tratamento do cisto tireoglosso ?

O cisto tireoglosso tem indicação cirúrgica quando feito o diagnóstico, evitando episódios de infecção que tornarão a cirurgia mais difícil e o maior aparecimento de recorrência.

A cirurgia, denominada cirurgia de Sistrunk, em homenagem ao cirurgião que a descreveu em 1920, consiste em incisão transversa em região cervical ( na altura do cisto ) , excisão completa do cisto e de seu trajeto fistuloso ( até as proximidades do forame cego lingual – base da língua ) e a retirada da porção central do osso hióide. A retirada da porção central do osso hioide é fundamental para evitar recidivas.

O cisto tireoglosso infectado deve ser tratado com antibióticos e anti-inflamatórios e drenagem do abscesso. A fístula do ducto tireoglosso resultante deverá ser tratada após resolvido o processo infeccioso. A realização da operação com processo infeccioso em andamento aumenta o risco de recidiva.

Quais são as complicações que podem surgir no cisto tireoglosso ?

  • Recorrência do cisto : 5 % dos casos, quando utilizamos a técnica de Sistrunk .
  • Malignização : pode ocorrer em menos de 1% casos e em adultos ( dando origem ao carcinoma papilar em 85 % casos ).